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Imóveis e veículos de juiz e leiloeiros são alvos de apreensão em operação policial em Canoas

A Polícia Federal deu início, nesta terça-feira, 11, à segunda fase da Operação Erga Omnes, com o objetivo de descapitalizar grupo criminoso formado por juiz do trabalho e leiloeiros investigados pela prática dos crimes de corrupção passiva, violação de sigilo profissional, peculato e associação criminosa.

No total, foram sequestrados 14 imóveis, que juntos somam mais de R$20 milhões, além de três automóveis. Todos os bens sequestrados foram, ao menos em parte, adquiridos com recursos provenientes do crime de corrupção passiva.

A operação iniciou sua primeira fase no dia 10 de dezembro de 2024, ocasião em que foram executados 10 mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão temporária, além de uma medida cautelar que determinou o afastamento de um juiz do trabalho de suas funções.

Com base na análise do material apreendido na primeira fase, juntamente com a quebra dos sigilos bancários e fiscais dos indivíduos investigados, foi possível identificar transferências diretas e indiretas realizadas pelos dois leiloeiros investigados para os vendedores de bens imobiliários e veículos, atualmente pertencentes ao magistrado e seus parentes.

Caso os investigados sejam condenados pelos crimes em questão, os veículos e bens imóveis sequestrados serão considerados perdidos em favor da União e vendidos em leilão judicial, com os recursos arrecadados destinados ao Poder Executivo Federal.

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