Operação Entreposto foi deflagada com objetivo de desarticular um esquema de comércio ilegal, contrabando, descaminho e tráfico internacional de peças e acessórios de armas de fogo — supostamente com origem no município mineiro de Caldas e distribuição para vários Estados do país.
As investigações indicam que os suspeitos, registrados como CACs (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) , teriam usado essa condição legal para adquirir produtos controlados e, em seguida, revendê-los ilegalmente por meio de plataformas digitais. Parte dos destinatários possui ligação com o âmbito de armas, como agentes públicos e outros CACs, mas também há remessas para pessoas com antecedentes criminais, incluindo suspeitos ligados a grupos criminosos no Rio de Janeiro.
As apurações identificaram dezenas de transações suspeitas, incluindo importações recorrentes, principalmente da China e dos Estados Unidos, o que revela uma estrutura organizada de aquisição, armazenamento e venda de produtos controlados.
A Justiça Federal autorizou mandados de busca e apreensão em endereços dos investigados para a apreensão de armas, munições, peças, acessórios, documentos e dispositivos eletrônicos. Também foi determinada a suspensão dos Certificados de Registro (CR) e das armas vinculadas, diante do risco de reiteração delitiva.
Os investigados poderão responder pelos crimes de contrabando, descaminho, comércio ilegal e tráfico internacional de acessórios e de peças de armas de fogo — penas que, somadas, podem ultrapassar 12 anos de reclusão.





