A terça-feira (20) foi de virada de jogo contra um grupo criminoso que, por anos, lesou uma empresa de Maringá em um esquema sofisticado de furto qualificado e lavagem de dinheiro. A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou uma operação que cumpriu medidas judiciais em Alto Paraná, Maringá, Nova Esperança, Paiçandu e São Pedro do Paraná — e o saldo foi de apreensões de caminhões, lancha, jet-skis e armas de fogo.
🚛 O que foi apreendido:
Veículos e embarcações:
- 4 caminhões;
- 3 automóveis;
- 1 trator;
- 1 quadriciclo;
- 1 lancha;
- 2 jet-skis;
- 3 reboques.
Armas e munições:
- 3 pistolas;
- 1 espingarda calibre 12;
- 572 munições de diferentes calibres;
- 11 carregadores.
Dinheiro:
- R$ 48 mil em espécie.
A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 4,8 milhões em contas dos investigados, com o objetivo de garantir a reparação dos prejuízos causados à empresa. Não houve prisões nesta fase da operação.
🔍 Como funcionava o esquema
Segundo as investigações, o esquema envolvia funcionários da empresa vítima e integrantes de outra empresa, que utilizavam caminhões para retirar farelo de milho sem o devido registro da carga.
A mecânica era simples, mas eficiente:
- Os veículos entravam vazios no estabelecimento;
- Eram carregados com o produto;
- Enquanto isso, funcionários manipulavam o sistema de pesagem para permitir a retirada irregular.
” As investigações apontam que os 14 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas, estruturaram por anos um esquema para lesar a empresa. O prejuízo total estimado é de R$ 6.209.484,23“, explicou o delegado da PCPR Rafael Moraes Tavares.
💰 Lavagem de dinheiro
As investigações tiveram início após a prisão em flagrante de integrantes do grupo por furto qualificado, em novembro de 2025. A partir das diligências, os policiais identificaram uma estrutura com divisão de tarefas e movimentações financeiras relacionadas aos crimes.
A PCPR também identificou indícios de lavagem de dinheiro por meio de:
- Transferências entre contas bancárias;
- Movimentações destinadas a dificultar a identificação da origem dos recursos.
Após as primeiras prisões, os investigados teriam realizado transferências de veículos para terceiros e negociações simuladas de imóveis rurais para ocultar o patrimônio.
🔎 Investigação em curso
As investigações continuam para apurar a participação dos envolvidos e identificar os bens relacionados aos crimes. A operação mostra que a PCPR não dá trégua ao crime econômico: quando o esquema é descoberto, o prejuízo não fica só na conta da empresa — ele volta como bloqueio judicial, apreensão de bens e responsabilização dos envolvidos.





